As célebres barcaças que servem de casas e que estão atracadas nos canais de Amesterdão, no Sena em Paris ou no Tamisa em Londres serviram de inspiração para um projecto turístico inédito em Portugal.
Dezoito embarcações deste tipo, equipadas com o conforto e a tecnologia do séc. XXI, serão a âncora do Tagus Marina, uma marca da empresa Meridian Seasons Lda, que pretende apostar num turismo com preocupações ambientais, não massificado e inteiramente voltado para o estuário do Tejo.
Rui Alecrim, que com o sócio Diogo Carvalho montou este negócio, explica que a operação tem duas vertentes: a parte de alojamento nas barcaças e os passeios no Tejo para observação das aves nos mouchões e dar a conhecer a cultura dos avieiros.  A empresa possui dois barcos eléctricos para navegar no estuário
e levar os turistas ao Evoa, um espaço de visitação de aves que está integrado na Companhia das Lezírias e com a qual tem uma parceria.
“É uma opção estratégica não nos misturarmos com o turismo massificado nos passeios em frente de Lisboa. Estamos no Parque das Nações e o que faz sentido é ir para cima”, explica Rui Alecrim.
A vertente hoteleira deste projecto está — literalmente — bem amarrada à marina da Expo.  De momento ainda só chegaram cinco barcaças, mas até Dezembro, o empresário espera receber as 18 que encomendou a dois estaleiros de Liverpool, especializados neste tipo de embarcações.
As cinco que neste momento estão atracadas, e que vão permitir que a empresa comece a receber clientes já em Outubro, têm um quarto com cama de casal, outro com beliches e ainda uma sala com cozinha e sofás que se transformam
em mais duas camas. No fundo são autênticos T2, por oposição às embarcações T1, mais pequenas e constituídas apenas por um quarto e uma sala com cozinha.
O investimento está estimado em três milhões de euros, dos quais 30% foram financiados por fundos comunitários ligados ao turismo, dado que o projecto conta com o apoio do Turismo de Portugal, que nele valorizou o seu ineditismo. “Temos tido um grande apoio e interesse das várias entidades, desde o Turismo
de Portugal à Capitania do Porto de Lisboa, a marina do Parque das Nações, a Câmara de Lisboa e aos próprios vizinhos aqui da zona da marina, que também estão entusiasmados com este projecto”, diz Rui Alecrim. O Marina Tagus deverá criar dez postos de trabalho. “O nosso público são famílias de classe média ou média alta, e essencialmente franceses, belgas, holandeses e ingleses, gente de países que tem tradição nesta área, onde é normal viver-se em barcos nos rios ou
nos canais”, diz o empresário. “Moro no Parque das Nações, mas passei os últimos 15 anos no estrangeiro, e faz me alguma confusão a zona sul da Expo estar um bocado desaproveitada e a marina não ter outras actividades. E como vi noutros países que o contacto com o rio funciona tão bem, pensei ‘porque não também em Lisboa?’.”
Os preços variam entre os 98 e os 135 euros, podendo aumentar mais 50% na época de Verão. Mas Rui Alecrim afirma que não pretende especular com os grandes eventos como a Web Summit ou outros que se realizem no Parque das Nações.

É com muito orgulho termos sido escolhidos como o parceiro tecnológico deste projeto tão inovador com a nossa solução de hotelaria e gestão de Tours.

Obrigado! Rui Alecrim e Diogo Carvalho.

A administração

Soft4booking